A Igreja existe para evangelizar. Ela anuncia, por palavras e ações, Jesus Cristo, que enche nossos corações e nos impele a evangelizar. Jesus atrai a si os homens de cada geração, convocando a Igreja a anunciar o Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Hoje, é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para redescobrir a alegria de crer e o entusiasmo de comunicar a fé.
O caminho da comunicação na Igreja
A Igreja no Brasil vem refletindo sobre a ação evangelizadora como prática de comunicação. Exemplos: a vivência e o exercício da comunicação na vida das comunidades, nas ações pastorais dos organismos especializados e nos documentos produzidos produzidos nas últimas décadas:
Comunicação para a Verdade e Paz (Campanha da Fraternidade - 1989),
Comunicação e Igreja no Brasil (1994),
Objetivo do Diretório de Comunicação
O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil tem como objetivo motivá-la a atualizar e aprofundar os conhecimentos e referências, tanto de seus pastores quanto de seus fiéis sobre a natureza e a importância da comunicação para a vida da comunidade eclesial, nos processos de evangelização e no diálogo com a sociedade, tendo presentes as mudanças pelas quais o mundo vem passando, entre as quais se encontra o avanço acelerado das tecnologias.
O caminho da Pastoral da Comunicação
O documento é composto por dez capítulos e motiva a Igreja a ampliar suas relações com a comunidade humana, visando uma "cultura do encontro", como foi proposto pelo Papa Francisco. Um caminho já apontado pelo Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), através do Decreto Inter Mirífica (1963).
A quem se destina o Diretório?
O documento destina-se - mas não só a eles - aos responsáveis pela formulação e pela condução das práticas de comunicação nos diferentes âmbitos da vida eclesial e nas relações da Igreja com a sociedade. Os conteúdos dos diferentes capítulos servem como base para a formação de sacerdotes, religiosos e leigos que, através de uma linguagem simples e apropriada, fortaleçam a Pastoral da Comunicação em todos os seus níveis e projetos.
O momento é de mudanças
O Diretório chega no momento em que a Igreja é interpelada pelas mudanças trazidas à sociedade contemporânea pela revolução digital, tema já tratado com vigor pelo então Papa Bento XVI. A comunicação é entendida como um processo social, a serviço das relações humanas, favorecendo a comunhão e a cooperação entre as pessoas. Tanto os tradicionais meios de comunicação social quanto as novidades trazidas pelo mundo da internet devem promover uma cultura de respeito, diálogo e amizade.
Educar para a comunicação
A comunicação é vista como uma prática que incide na vida das pessoas e, por isso, necessita ser objeto de reflexão pessoal. É essencial educar as novas gerações para a convivência com o mundo da comunicação. A Pastoral da Comunicação precisa ser priorizada nos planos de ação da Igreja, em todas as suas instâncias.
O foco do Diretório
O Diretório oferece uma visão orgânica de como os processos de comunicação e suas tecnologias se fazem presentes no dia a dia da sociedade contemporânea. Igualmente, lança um olhar sobre a Igreja, uma instituição complexa em sua estrutura e em suas múltiplas ações, animadas por um mesmo e grande ideal, que é a mística missionária da "Igreja 'em saída'". O Diretório aspira que todas as pessoas , setores ou organismos vinculados à Igreja não se sintam alheios ao grande plano de comunicação.
Atenção especial
Merecem atenção especial os processos comunicativos que envolvam as crianças e os jovens como membros ativos da sociedade e da Igreja. É importante adotar procedimentos educomunicativos que favoreçam às novas gerações uma aproximação dos meios e recursos da informação. A comunicação que emerge das comunidades necessita ganhar reconhecimento por parte dos pastores.
O processo da Pastoral de Comunicação
O Diretório entende a Pastoral da Comunicação como um processo dinâmico, dialógico, interativo e multidirecional. Os frutos serão colhidos com o tempo, e com a ajuda de toda a Igreja. Todas as dioceses, paróquias, pastorais, movimentos e mídias católicas podem ter o Diretório e estudá-lo (confrontando suas proposições com a realidade local e definindo os tipos de intervenções necessárias para solucionar as questões levantadas).





