PASCOM – O que é?
Do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil – documentos da CNBB -
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1) colocar-se a serviço de todas
as pastorais para dinamizar suas ações comunicativas;
2) promover o diálogo e a
comunhão das diversas pastorais;
3) capacitar os agentes de todas
as pastorais na área da comunicação, especialmente a catequese e a liturgia;
4) favorecer o diálogo entre a Igreja e os
meios de comunicação;
5) envolver os profissionais e
pesquisadores da comunicação nas reflexões da Igreja e
6) desenvolver as áreas da
comunicação, como a imprensa, a publicidade e as relações públicas.
Eixos da Pascom
249. A Pascom não se limita a
ações isoladas, como a produção de murais, boletins e jornais impressos,
programas de TV e rádio, construção de sites, blogs e outros meios. Tudo isso
deve fazer parte de uma política global que gere comunhão e interatividade,
alicerçada em quatro eixos: 1) formação, 2) articulação, 3) produção e 4)
espiritualidade, que são dimensões do projeto nacional da Pascom.
1) Formação
250. A formação tem por objetivo
a qualificação das lideranças e agentes de pastoral para que desenvolvam e
executem projetos teoricamente embasados, tecnicamente atualizados e eticamente
comprometidos. Um dos aspectos da formação são os cursos de comunicação na
catequese, na liturgia e nas demais pastorais.
2) Articulação
251. A articulação se propõe a
animar e envolver os agentes culturais e pastorais para que conheçam e se
comprometam com ações concretas e integradas com os processos e meios de
comunicação para o anúncio da Boa-Nova de Jesus Cristo.
Outro aspecto da articulação
consiste na realização de mutirões nacionais e regionais de comunicação e
outras iniciativas
que visam fortalecer a comunhão e
o engajamento nas ações comunicativas.
3) Produção
252. No que diz respeito à
produção, é necessário destacar que esse eixo está voltado para a elaboração de
materiais, como: subsídios de textos impressos e digitais, áudios e vídeos que
deem sustentação ao trabalho cotidiano dos agentes da Pascom, cada vez mais
desafiados perante as rápidas mudanças culturais.
4) Espiritualidade
253. A espiritualidade constitui
o alicerce de todos os eixos citados anteriormente. Sem a prática e a vivência
da espiritualidade, o comunicador esvazia-se, fragiliza-se como sujeito e
torna-se vulnerável às dificuldades que se apresentam ao longo do caminho. É
fundamental que se cultive a espiritualidade do comunicador mediante retiros,
"leitura orante" na
ótica da comunicação, reflexões sobre os documentos da Igreja no campo da
comunicação, e que o comunicador se alimente da Palavra de Deus e da
Eucaristia.
Organização e articulação da
Pascom
259. Para ser eficaz e
abrangente, a Pascom se organiza em diferentes níveis: nacional, regional,
diocesano e paroquial/comunitário.
1) Pascom em âmbito nacional
260. A Pascom, como estrutura
organizada em âmbito nacional, se articula a partir da Comissão Episcopal
Pastoral para a Comunicação, em comunhão com os bispos referenciais e com os
coordenadores regionais. Suas ações realizam-se por meio da implementação dos
eixos já referenciados: formação, articulação, produção, espiritualidade.
2) Pascom em âmbito regional
261. No âmbito regional da CNBB,
a Pascom se organiza de maneira participativa e dialógica para articular as
atividades comunicativas em sua área de
atuação. O regional conta com um bispo referencial e um coordenador regional da
Pascom, que articulam a comunicação em
sintonia com os coordenadores diocesanos e outras atividades relativas à
comunicação. A coordenação reúne-se
periodicamente para avaliar e planejar o conjunto das ações da comunicação.
3) Pascom no âmbito diocesano
262. As atividades da comunicação
na diocese operam segundo a lógica de funcionamento da coordenação nacional e regional,
com base no diálogo, na colaboração e sua participação mútua de experiências.
Têm em sua estrutura o bispo diocesano como referencial da comunicação, um
coordenador diocesano da Pascom e um representante de cada paróquia.
4) Pascom em âmbito paroquial/comunitário
263. A paróquia, como comunidade,
é o espaço privilegiado para o encontro das pessoas e a formação para a
comunicação.
Nela, reflete-se o cotidiano da
vida dos cristãos, com suas angústias e esperanças, em que se abrem inúmeras possibilidades de participação e criatividade,
especialmente para os jovens. A paróquia constitui-se como o lugar por
excelência de atuação da Pascom.
Vicariatos para a Comunicação
264. Cada diocese, considerando o
apelo da Igreja à valorização da cultura e a importância da comunicação na
atividade eclesial, poderá, a partir de seu bispo e conselho pastoral, criar e
fortalecer a estrutura de um Vicariato episcopal para a Comunicação Social.
Dentro e fora da Igreja, o Vicariato para a Comunicação Social é convidado a
promover reflexões sobre as estratégias comunicativas e de linguagem, em uma
adaptação ao local e aos costumes.
265. A criação dos vicariatos
para a comunicação se justifica pela capilaridade territorial de algumas
dioceses e da profusão de meios e processos da comunicação. É de suma
importância que os vicariatos de comunicação se organizem conforme a estrutura
da Pascom, que está delineada nos âmbitos nacional, regional, diocesano e
paroquial.
Assessoria de imprensa
266. No âmbito nacional, regional
e diocesano, a Igreja precisa contar com uma estrutura de assessoria de
imprensa qualificada. Deve ser gerida por um profissional da área com
capacidade de relações com a imprensa, capaz de administrar as eventuais
situações problemáticas que poderão apresentar-se no contexto da Igreja e que
seja intuitivo nadivulgação de eventos importantes com repercussão na
sociedade.
267. Em alguns regionais,
dioceses e paróquias, o assessor de imprensa é contratado exclusivamente para
desenvolver atividades técnicas, tais como: a criação, produção e alimentação
de sites, blogs, mídias digitais, jornais, revistas e boletins impressos. É
imprescindível que, nas instâncias onde não existe uma equipe da Pascom, o
bispo nomeie umcoordenador diocesano e uma equipe que articulem e animem as
atividades da comunicação na Igreja local.
Equipes de reflexão da comunicação
268. As equipes de reflexão de
comunicação, tanto no âmbito regional e diocesano, são constituídas por
pesquisadores e profissionais da área, a fim de contribuírem para a reflexão
sobre a comunicação no campo teórico-prático, cultural e das políticas de
comunicação. Os membros da equipe são convidados pelos bispos, cuja nomeação é
de quatro anos, podendo ser reconduzidos.
PASCOM – Como?
Planejamento de comunicação
269. É importante que cada
Conferência Episcopal e cada diocese elabore um plano pastoral completo de
comunicação. O Aetatis Novae sugere que a ótica da comunicação perpasse toda a
ação evangelizadora da Igreja. As diretrizes aqui apresentadas só poderão ser
executadas mediante a elaboração de um planejamento sistemático.
270. Uma vez delineadas as principais ações do
planejamento, deve-se elaborar um projeto que corresponda às necessidades
locais. A elaboração de um projeto deve contar com uma equipe qualificada e
comprometida. O projeto deve ser elaborado tendo em vista cada ação, meta e
objetivos a serem alcançados em curto, médio e longo prazo. Para medir a
eficiência do projeto, é necessária a criação de mecanismos de avaliação
capazes de monitorar o andamento das atividades.
Em grupos:
1. O que falta à nossa PASCOM?
2. O que podemos fazer para que a PASCOM seja mais atuante na comunidade?


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